Beckett: Babies like to breathe, and they’re good at hiding it. I put a pillow over a baby. I thought she wasn’t breathing, but she was. She was sneaky, but I’ll try again.

Away we go (2009), dirigido por Sam Mendes


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Away we Go, ou Distante nós Vamos, como foi traduzido para o português é um filme recente, de 2009, dirigido por Sam Mendes. Confesso que inicialmente só me interessei por ele por causa do elenco; John Krasinski e Maya Rudolph em uma comédia romântica/ drama me pareceu uma proposta interessantíssima. Da leva de comediantes norte-americanos que temos hoje em dia, esse casal são dois dos que me chamam a atenção por escolherem trabalhos mais inteligentes, logo, Away we Go se tornou um must watch.

A ideia é simples, mas inovadora. O jovem casal é surpreendido por uma gravidez, e na ausência de suporte familiar e perante as condições precárias em que estão vivendo, decidem visitar amigos e familiares em diferentes pontos dos Estados Unidos (e no Canadá) em busca do lugar perfeito para criarem o bebê. A cada parada percebem a falência das relações familiares através dos desastrosos relacionamentos dos amigos visitados. E assim a história se desenrola, com muito humor, mas apresentando também cenas bem tristes reportando a fragilidade dessas relações.

Verona De Tessant: Look at him. I’m about to have a baby that might have three hands or a shovel for a head, and the thing he’s most concerned about is whether or not I’m gonna keep my boobs.

O filme apresenta algumas falhas, nada que prejudique muito o andamento da narrativa, mas que são perceptíveis a qualquer um. Uma delas é o atropelamento de cenas. Tudo bem que o casal está “na estrada”, buscando seu caminho à la Odisseia de Homero, mas o excesso de desenvolvimento dos personagens secundários acaba prejudicando o desenvolvimento dos próprios personagens principais. Não acontecem mudanças nem aprofundamento de caráter, o que em minha opinião é uma falha grave, deixando o filme a desejar –  e muito. Os jovens adultos não aprendem nada nessa viagem, terminam o longa em um novo lar… é só isso.

Não recomendo o longa por ser muito raso e por esses atropelamentos da narrativa, mas é uma comedia cute cute e leve, que talvez agrade um público menos criterioso.

Até a Próxima!


Kel Ribeiro

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