“I don’t trust people. Especially when they say nice things’

Pearl Jam Twnety (PJ20) (2011)


Directed by Cameron Crowe

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“I think we’ve always just fallen into ways of doing things the way we felt they should be done. And whether they were right or wrong they were just our ways of doing it,” (Eddie Vedder, PJ20).

Cameron Crowe começou sua carreira no mundo do entretenimento como jornalista especializado no mundo do rock Americano. Se mudou para Seattle em 1989, e lá entrou em contato com o cenário musical de onde surgiria o Grunge. Pearl Jam Twenty não é o seu primeiro trabalho na cinematografia que aborda o mundo da música, muito pelo contrário, com o passar dos anos pode-se dizer que ele tem se consagrado como um nome de peso e referência quando o assunto é a produção de uma arte que exporia as mazelas entroncadas nas raízes do Rock n’ Roll. Talvez você já tenha ouvido falar dele – ou assistido algum de seus filmes -, sua contribuição mais notável para o cinema até então é Almost Famous (Quase Famosos), que tem no elenco Kate Hudson.

Pearl Jam Twenty é um documentário que retrata a formação e a carreira de uma das bandas de rock mais consagradas dos últimos tempos. Como grande parte dos grupos formados no final da década de 80/ início de 90, em Seattle, Pearl Jam nasce em uma época em que a sensibilidade perante assuntos existencialistas ganham força (juntamente com a angústia, sarcasmo e questões de alienação social, entre outros) – esse estilo seria referenciado mais tarde como Grunge, um subgênero do rock alternativo, também conhecido como Seattle Sound.

Crowe mostra a formação inicial da banda, primeiramente como Mother Love Bone, e sob a liderança de Andrew Wood, que infelizmente acaba morrendo de overdose em 1990. Eddie Vedder se junta ao guitarrista Stone Gossard e ao baixista Jeff Ament só mais tarde, depois de ser descoberto por conta de sua voz, que convenhamos, é uma das melhores entre os vocalistas de bandas de rock . O atual baterista Matt Cameron, se juntaria ao Pearl Jam somente em 1998, antes disso diversos músicos assumiram essa posição, sem sucesso.

Desde o conflito inicial com Nirvana – Kurt Cobain acreditava que Pearl Jam era comercial demais para ser considerado “alternativo” –, passando pelo protesto contra a grande rede de venda de ingressos Ticketmaster, e pelo infeliz episódio no Roskilde Festival, ocorrido na Dinamarca em 2000, onde 9 fãs morreram durante o show; Crowe tenta abordar os principais eventos nesses 20 anos de carreira, intercalando-os com diversos clips dos shows da banda. A entrevista com seus integrantes é um tempero a mais para uma receita que já é um sucesso. Mesmo para quem não acompanha a banda, o documentário prende a atenção de qualquer music lover.

Recomendo aos apaixonados por Grunge, e aos fãs de Pearl Jam. Se você não gosta de Pearl Jam e torce o nariz para a música Grunge, não perca o seu tempo, esse documentário não é para você.

Escrito por: Raquel Ribeiro

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